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quinta-feira, 21 de junho de 2012

AOS MAUS PERDEDORES, COM CARINHO

Atenção: esse texto é parcial e passional. Se tiver muito cotovelo, passe adiante.

Pra vcs verem como não dá pra confiar em análise de torcedor, e eu me incluo nessa. Odir Cunha também é desses. A diferença é que eu sei perder, o Corinthians me ensinou isso. E acredite, a duras penas. Um Brasileirão e uma PRÉ-Libertadores, assim, tudo de uma vez. E ouvi, pianinho, tooodas as provocações. C’est La Vie, faz parte do jogo.

Odir disse q o bandeirinha e o juiz nos ajudaram e eu vi exatamente o contrário. Em cada falta que o Neymar cavava com seu malandro cai-cai. Vi na falta que o juiz não deu na cotovelada de Neymar em Ralf, o que ocasionou o gol. No primeiro jogo, nas faltas que não deu a Emerson e na não-expulsão de Neymar em falta criminosa em Castán. Todos queriam que o Santos ganhasse, todos. Brotou do chão uma imensa torcida Santista de dar inveja à Gaviões da Fiel, RISOS.

Odir diz ainda que a SORTE tirou o melhor TIME brasileiro da Libertadores. Eu sou realmente suspeita pra falar, mas vcs podem verificar os jornais esportivos afora. O que o Corinthians vem fazendo neste campeonato nem de longe eu chamaria de sorte. Técnica, estratégia, competência, equipe e GRUPO, talvez. Exatamente o que o timeco dele não tem. Não tem mesmo, desculpa. Há muito eu disse que o Santos é um time NORMAL com UM cara acima da média, hoje isso está provado e catequisado. UM cara, talvez mais dois talentosos. E só, fim de papo.

Odir diz que nos encolhemos diante das sardinhas. Encolher ou recuar? Na falta de um atacante (o nosso foi expulso, afinal), jogamos para empatar e nenhum demérito nisso. Joga-se com o que tem. E temos sim, uma excelente defesa. A melhor da HISTÓRIA da competição, diga-se. O Santos precisava ganhar. Pergunto: ganhou? RISOS.

Diz que Danilo estava impedido e acha suspeito a Globo não ter feito tira-teima. Sério? Se ela fizesse tira-teima alegando não impedimento, Odir acreditaria? Olhem os vídeos e digam-me sinceramente o que vêem. Sem comentários nessa.

Diz que a Rede Globo, a Conmebol e os envolvidos queriam muito que pendesse para o alvinegro paulistano. Ele esqueceu da CBF, da ALCA, da ONU, do MERCOSUL, da MTV, da Rio+20, do Planalto Central, das Nações Unidas, da Mãe Natureza, etc. Engraçado como todo esse poder nunca serviu pra comprar uma Libertazinha sequer, pelamor! Curínthians, bora reclamar no PROCON, né?

Pra dar um assopra depois de tanto (se) morder, ele afirma: “O alvinegro paulistano tem achado seus raros gols na hora certa e por isso chega à sua primeira final de Libertadores. Espero, sinceramente, que não decepcione o futebol brasileiro na decisão”. Te explicar uma coisinha aqui, campeão (RISOS): O Corinthians não ACHA gol, ele FAZ. Procura fazer. Defende-se bem, mas quando ataca, é decisivo. Outra coisa, não somos o Brasil na Libertadores. Somos o Corinthians - um time brasileiro na Libertadores, percebe? Ninguém tem a pretensão de representar o Brasil não, deixemos isso para os alvinegros praianos e... OH, WAIT!

Aí ele finaliza com: “O Santos é um dos melhores times brasileiros, se não o melhor”. Senti uma dúvida. No começo do texto não era O MELHOR? Fiquei confusa.
“Aos corintianos, parabéns por terem se defendido com unhas e dentes e conseguido um heróico empate contra um time superior como o Santos”. Fiquei confusa de novo. Time superior? O Santos sequer tem um time, cara! Digo, time, no sentido mais literal da palavra. Grupo, equipe. Não tem, desculpa. Reconheça que sua zaga é horrorosa e o grande Neymar é o único trunfo.

Enfim, mil e uma desculpas e nenhum resultado. Se perde pro Barcelona, segundo melhor time do mundo. Perde pro Corinthians DUAS VEZES, retranca. JOGAR BOLA, que tal? Tá dando dó do tanto de mau perdedor que o SFC tem, viu? Feio, triste. Ó, dica: lugar de chorar é no travesseiro. Beijo!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

VAI, CORINTHIANS!

Meu pai me levou pela primeira vez ao estádio quando eu tinha uns 5 anos. Desde  então...’. Todo mundo tem uma historinha assim para contar sobre seu time. Eu não. Meu pai não fez parte da minha infância, tampouco era fã de futebol. O coroa sempre foi um poeta-jornalista-músico blasé, perdido nalgum lugar dos anos 70. Na verdade, ele odeia futebol. Minha mãe tinha uma queda pelo Corinthians. Mas vc sabe, quedas não influenciam criança alguma. Então eu não era nada no Mundo Encantado dos Esportes.

Menininha corinthiana e seu papai. Ah, sonho dourado...

Sentia uma certa apatia por futebol e não entendia como que 90% dos nordestinos eram flamenguistas. Reza a lenda que a torcida do Flamengo cresceu no Nordeste depois de uma jogada política a la Pão & Circo. Aliás, se alguém souber mais sobre o assunto, favor, manifeste-se. Sorte não ter eu também virado flamenguista. Ou bom gosto, destino, intuição, enfim, nomeações a gosto do freguês. E quando retrucam que Flamengo no Rio = Corinthians em SP, respondo que malandro é malandro, mané é mané, se é que vcs me entendem.


Divago. Voltemos à Terra.


Bom, eu só torcia de 4 em 4 anos pelo Brasil. Burguesinha oportunista fdp, pofalá. Só gostava de Voley. Até que um dia decidi que o esporte era elitizado demais pro meu jeitin assim... tão povão. Aí voltei a ser nada no Mundo Encantado dos Esportes.

Então belo dia vim parar em São Paulo (vou poupá-los desta saga-clichê-de-imigrante nordestina). Mas bem, como se sabe, metade da Paulicéia é Alvinegra. Estava cercada por amigos corinthianos - E sempre me apaixonava por Palmeirenes. Ó, ironia. Mas veja bem, na época ainda era cão sem pátria. Então tanto faziam as paixonites. 

Divago de novo, vamos aos fatos. Não lembro bem o dia, em Janeiro de 2009 fui acompanhar um casal de amigos em um jogo do Corinthians no Pacaembu. Até então, só havia entrado em estádios alagoanos e como repórter. Nada a declarar.


Lá estava a ovelha sem pastor no meio de um rebanho apaixonado. Cabreira, tímida, num recorrente "o que eu tô fazendo aqui?". Era Corinthians X Fluminense. Estava do lado da Gaviões. Jogo começa, ânimos acirrados, gritarias, batuques, hinos, odes, tensão. Passa bandeira, palavrões, paixão. E o gol, momento em comum, onde todo o rebanho se (re) conhece. No fim do jogo, eu já tava xingando o juiz de filho da puta. Foi assim que eu me apaixonei. Mais que isso: me identifiquei. Achei meu lugar ao sol. Podia ser qualquer time, confesso. Mas foi o Corinthians maloqueiro, sofredor, graças a Deus.

Não fui aos jogos quando menina. Daí hoje levo meus meninos

No fundo acho que não teria sido de nenhum outro time. Bom, vc tem todo o direito de achar seu pai o mais foda, seu colchão o mais confortável, sua namorada a mais amável. Permita-me esta mesma licença poética para achar sim, meu time o melhor do mundo. Com todas as falhas técnicas e estruturais que eu sei que ele tem. Isso é amor. Apesar de. Permita-me a mesma licença dos apaixonados que arriscam o "para sempre": eu arrisco o "amor  à primeira vista", c'est la vie.

Como em todo bom relacionamento, passei a conhecer o Corinthians, além de amá-lo. Continuo entendendo lhufas de futebol, mas hoje posso dizer que sou tão torcedora quanto aquela menininha da foto será um dia, aos olhos orgulhosos do papai. Posso dizer sem medo de ser feliz, que amo tanto meu time quanto vc ama o seu desde os 7 anos. 

Abro parêntese: Isso de achar que quem vem depois não merece respeito é o mesmo que dizer que seu irmão caçula não merece o amor da sua mãe porque, ora, vc veio primeiro, ele depois. Bullshit! Sejam sensatos. Fecho parêntese.


Hoje mal consigo crer que passei tanto tempo da vida apática a tudo isso. Nasci de novo, por assim dizer. E olha, recomendo fortemente. Onde quer que seja, em que time for. Torça. Tenha ídolos, paixões, vísceras. E tenha filhos para levar ao estádio, se seu clube tem um, rs.
#VaiCorinthians